Como criar e organizar a rotina familiar durante o isolamento social

A chegada do corona vírus modificou a rotina da maioria dos brasileiros. Trabalhadores fazendo quarentena, home office, aulas suspensas o afastamento de entes queridos para proteção e, além de tudo isso, o excesso de informações pela internet, e que nem sempre são verdadeiras, podem gerar efeitos psicológicos negativos.


A rotina normal dos adultos e crianças concentra-se em ficar mais tempo fora de casa do que dentro, por isso é necessário um reaprendizado que precisa ser feito através da mudança do comportamento. O primeiro desconhecido é o próprio EU. É preciso tomar cuidado para vencer o medo, o pânico e uma manifestação histérica. O isolamento pode afetar o emocional porque o ser humano tem necessidade de pertencer a grupos. Nesse momento é importante ter um distanciamento para separar aquilo que te serve e o que não te serve.


A paranoia, ou seja, uma consciência paralela, é uma outra consciência que toma conta dos pensamentos de maneira irracional, muito comum nesses momentos, podendo levar muitas pessoas a paralisa. Pode provocar uma noção de insuficiência e medo de não ser capaz de enfrentar todos os problemas, gerando ansiedade.


Aprender a ficar no presente se torna vital para saúde emocional. O desconhecido e o futuro é como o vírus, não tem que travar uma guerra com ele, e sim, aprender a lidar. Ficar em casa é um momento para acreditar em tudo o que se tem de bom e pode-se aprender. De forma geral as pessoas sempre reclamam que não tem tempo para fazer as coisas, para ler, para fazer exercício, para falar com amigos, para ficarem com a família e com filhos.


Agora é tempo de ressignificar nossas vidas através dessa nova experiência e aprender a lidar e organizar a casa, os armários e muito mais que isso, dentro de nós mesmos fazermos uma organização dos sentimentos, reorganizar as emoções. Para isso é importante criar uma rotina dentro da casa. Ouvir músicas boas, palestras de profissionais sérios da saúde mental, da filosofia, da literatura. Assistir conteúdos que nos fazem refletir, conversar com as pessoas pela internet sobre conteúdos saudáveis, cozinhar. Convidar as crianças para falarem do assunto, para perceber o que já sabem, fazer desenhos, contar histórias e outras atividades podem ajudar a abrir uma discussão, explicar que as atividades escolares presenciais foram suspensas por uma medida preventiva, para garantir a segurança de todos.

Continue conosco para conferir algumas estratégias que irão trabalhar as diferentes inteligências em família, de acordo com a idade da criança:


Lógico-matemática


Jogar jogos de mesa que envolvam lógica ou cálculo mental, como dominó, escopa ou xadrez. Medir os objetos da casa de diferentes modos (pesar, medir o comprimento com diversos instrumentos). Resolver desafios matemáticos. Criar e depois decifrar um código secreto. Fazer cálculos mentais em situações do dia-a-dia (quando pensamos, por exemplo, no que temos e no que nos falta, ou em como repartir o que temos entre várias pessoas). Fazer experimentos para responder perguntas e analisar os resultados;


Linguística


Inventar histórias curtas entre várias pessoas, escrever cartas (ou emails!) para pessoas que vivem longe. Buscar novas informações na internet ou em livros sobre algo que apareceu na história para continuar explorando o tema. Criar e escrever as instruções de um jogo ou de uma brincadeira. Escrever as pistas de uma caça ao tesouro para outras pessoas acharem (por exemplo, as crianças escrevem as instruções para os adultos);


Musical


Inventar músicas, cantar juntos, encontrar os instrumentos “escondidos” em uma música. Gravar-se com o celular cantando e depois escutar. Inventar formas de acompanhar uma música fazendo percussão com o corpo ou com outros objetos. Brincar com ritmos diferentes, tocar um instrumento, criar uma melodia para um poema, musicalizar uma história;


Cinético-corporal


Dançar, criar coreografias, seguir sequências de movimentos com o corpo. Praticar a motricidade fina com brincadeiras como espetar objetos com palitos. Brincar de mímica;


Espacial


Construir com blocos ou materiais reciclados. Usar massinha ou argila para esculpir objetos. Representar situações por meio de imagens ou esquemas. Fazer brincadeiras de orientação como “cabra-cega”. Conduzir alguém com os olhos vendados de uma ponta a outra da casa dando-lhe instruções de movimento. Desenhar e ler mapas que levem a um “tesouro” escondido em casa;


Naturalista


Observar e cuidar de seres vivos (mascotes, plantas). Registrar como crescem ao longo do tempo e criar um diário para anotar os resultados. Coletar elementos da natureza (folhas, bichos, pedras) para desenhá-los ou classificá-los e montar um álbum ou uma coleção;


Intrapessoal


Escrever ideias e sentimentos em um diário. Fazer uma cápsula do tempo para as crianças guardarem objetos que são importantes para elas e cartas que elas escreverem para elas mesmas, para voltar a abrir em alguns anos. Tirar fotos de coisas que chamem a atenção e comentar depois. Criar um plano para aprender algo novo. Fazer uma lista das coisas que queremos fazer naquele dia (para aprender a organizar o tempo);


Interpessoal


Fazer brincadeiras que exijam colaborar com outros, como corridas de saco e construções em grupo. Conversar sobre como as coisas funcionaram em grupo e por que elas foram bem ou o que se poderia fazer para melhorar as que não saíram tão bem. Ensinar algo que sabemos a outra pessoa (por exemplo, gravando um tutorial em vídeo). Planejar um “acampamento” dentro de casa (por exemplo, armando uma tenda caseira com mantas e cadeiras) e fazer uma lista de coisas que todos queremos levar.



"Ficar em casa pode nos dar uma oportunidade impensada de nos conectarmos com nossos filhos: passar tempo juntos sem pressa, brincar por brincar e conversar por conversar. Não precisa desenvolver ideias sofisticadas. Trata-se, nada mais, nada menos, de nos encontrarmos e desfrutarmos mutuamente da nossa companhia", sugere a psicóloga escolar do Colégio Cristão Antenor Thomazi, Sandra de Souza.

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